....::: My Música :::...


Teoria Musical (Pauta , Glave e Notas)

PAUTA OU PENTAGRAMA

É o local onde são escritas as notas. São 5 linhas horizontais, paralelas, que formam 4 espaços. As linhas e espaços são contados de baixo para cima. Pode-se acrescentar linhas acima e abaixo da pauta, formando linhas e espaços suplementares superiores (acima da pauta) e inferiores (abaixo).

CLAVE

É um sinal colocado no início da pauta e serve para determinar o nome da nota e sua altura na escala. Por exemplo, a clave de sol é escrita na segunda linha. Então, sempre que no início da pauta estiver a clave de sol, a nota que vier escrita na segunda linha se chamará sol. Para conhecer as outras notas, basta seguir a escala ascendente (sol, lá, si, dó etc.) ou descendente (sol, fá, mi, ré etc.). As outras claves são as de fá (escrita na terceira e quarta linhas) e a de dó (na 1ª, 2ª, 3ª e 4ª linhas).

NOTAS

É a representação gráfica dos sons. As notas são dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó. Quando executamos tais notas sucessivamente, formamos uma escala, que pode ser ascendente (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si) ou descendente (dó, si, lá, sol, fá, mi, ré, dó).





Escrito por Ana Cláudia de Moura às 02h16
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...::: História da música :::...


Existem basicamente duas definições distintas, mas relacionadas entre si, de "Música Antiga".

A primeira é situada num período histórico, ou seja, é a música da Idade Média, Renascimento e Barroco. Mesmo sendo uma definição aparentemente simples, as coisas não são assim tão claras. Por exemplo, qualquer tentativa de fixar datas para o Barroco é essencialmente arbitrária. Muitas pessoas preferem "definir" o seu fim em 1750, com a morte de J.S. Bach. É uma data muito conveniente, mas também rejeita as várias mudanças estilísticas que se efectuavam naquele tempo, como por exemplo, a emergência dos estilos galante e pré-clássico em proximidade com o florescimento final do Barroco. Para acrescentar ainda mais à confusão, enquanto muitas peças podem ser relacionadas estilisticamente a um certo pensamento estético, isso também não é claramente definido.

A música barroca foi, de certa forma, "desparecendo" gradualmente. Talvez o factor mais significativo para definir etapas - como "Música Antiga" - é que elas não tiveram de facto uma tradição contínua, quanto às formas de tocar. Por outras palavras, um certo tipo de música parou de ser executada depois da "sua época" e precisou ser revivida nos nossos tempos. Isso acaba por não ser válido para a música "clássica" de Mozart, Beethoven, etc., já que estes gozaram de uma tradição contínua de execução. Isto significa que, até certo grau, é essa revivescência que domina a Música Antiga como um movimento, pelo menos em espírito.

Há coisas, contudo, que não ficam verdadeiramente claras. Por exemplo, compositores do Barroco tardio como Bach, Handel, Vivaldi, etc. foram retomados relativamente cedo e portanto têm uma considerável tradição de performance algo independente do actual movimento de Música Antiga. É interessante observar actualmente um crescente número de interpretações de Mozart, Beethoven, etc. num contexto de "Música Antiga".

A segunda grande definição de "Música Antiga" relaciona-se com a forma de interpretação - um assunto um tanto espinhoso - partindo-se do desejo de recriar (executar) a música de uma época em particular com as sonoridades e os tratos estilísticos daquela época. Isto envolve muitas conjecturas e depende fundamentalmente da intuição do músico moderno no topo do trabalho de musicologista.

Essa abordagem reside frequentemente no uso de instrumentos "autênticos" (instrumentos ou cópias dos instrumentos que foram supostamente usados naquela era e talvez "intencionado" pelo compositor), técnica vocal do período e novas questões de tempo e dinâmicas. Enquanto esta abordagem é talvez mais adequada ao caso da música barroca, torna-se mais polémica à medida que retrocedemos no tempo.

Uma fonte de controvérsia tem sido o papel dos instrumentos durante os períodos medieval e renascentista. Assim, esta abordagem pode ser aplicada a praticamente qualquer música. Quando a música tem uma tradição contínua de interpretação, as suas interpretações representam divergências quanto a esta tradição, baseadas num novo olhar sobre o contexto original duma composição (instrumentos da época, notas do compositor, etc.).

Os executantes às vezes versam sobre captar as "intenções originais" de um compositor, embora sendo um assunto essencialmente psicológico, intenções que nunca foram totalmente concretas. A partir daí, as decisões residem largamente na intuição artística do músico moderno, e deveriam ser julgadas pelos seus próprios méritos musicais.

No caso da música pré-barroca, há poucas alternativas senão concentrar-se em recriar o mundo sonoro da época, em ordem para mesmo abordar as composições que nos restaram. Claro, é isso que vários músicos "históricos" acabam por fazer, e consequentemente revivem um vasto campo de soberbas músicas que estavam efectivamente perdidas para nós. Este é, provavelmente, o centro da "Música Antiga".

Tem-se comentado ainda que a tentativa de uma interpretação condicente com a época é realmente um fenômeno tipicamente moderno, e no sentido tautológico isso é inequivocamente verdade - nós somos a 1ª geração a se dedicar com tanta convicção a isso. De uma perspectiva mais larga, é também tipicamente moderna a idéia de que as "intenções do compositor" deveriam importar mais do que um executante decidisse fazer com a música diante de si. Na verdade, tem sido ironicamente sugerido que tal abordagem não é de modo algum a intenção do compositor!

Concluindo, pode-se definir "Música Antiga" tanto como a música das eras medieval, renascentista e barroca (e talvez mais adiante); ou como uma interpretação musical voltada ao contexto histórico da composição em vista. Estas duas idéias naturalmente se correlacionam quando consideramos que boa parte da música medieval e renascentista deve ser abordada através de seu contexto histórico, se estamos a ter alguma idéia de como fazer isso em primeiro lugar.





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............:::::: Da Interpretação da Música Antiga ::::::............

Quanto mais regredimos na História da Música, mais traiçoeiro fica o terreno sobre o qual o intérprete deve caminhar. O século XVI e os séculos anteriores não nos deixaram nada semelhante aos tratados sobre gosto musical e estilo de interpretação dos séculos XVII e XVIII. Os livros do século XVI sobre Música tratam ou do ensino dos seus rudimentos, das complexidades da sua notação, das técnicas de improvisação e, às vezes, de algumas noções de composição, ou então dos aspectos técnicos de como tocar um instrumento: dedilhado, arcada, sopro. Na verdade, lidam mais com Teoria Musical do que com Prática Musical.Mesmo os tratados teóricos vão-se tornando cada vez mais raros à medida que retrocedemos no tempo, e a distância entre as notas escritas e sua realização em termos sonoros se torna cada vez maior e menos definida. O estudante de interpretação tende a apoiar-se, cada vez mais, nas provas fornecidas por fontes não-musicais - pintura, escultura, poesia, crônicas, histórias - que, por sua própria natureza, não podem proporcionar um conjunto de dados coerente e contínuo de que ele realmente necessita. Por isso devemos contar com toda a nossa intuição e sensibilidade para nos aproximarmos, ao máximo possível, do que era feito na época, respeitando, assim, sonoridades (ambiente acústico x instrumentos), estilo, compositor e instrumentos.Quando nos acostumarmos à idéia de que a improvisação de todo o tipo era parte integrante da execução da Música Antiga, estaremos mais próximos de vê-la em sua perspectiva histórica correta e seremos mais críticos em relação a muitas opiniões comumente aceites.







Escrito por Ana Cláudia de Moura às 00h10
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